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Imagem do incêndio que destruiu a base brasileira (foto Pedro Guerreiro) - extraído de www.cienciahoje.pt

25 de Fevereiro de 2012
Soubemos há pouco que houve um incêndio muito grave na base Antártica Brasileira Comandante Ferraz na ilha de Rei Jorge. A base ardeu por completo e há a lamentar duas mortes. Esta é uma situação que nos deixa muitíssimo tristes e aproveitamos para enviar um grande abraço e para dar os nossos muito sinceros sentimentos aos nossos grandes amigos brasileiros. Os nossos pêsames às famílias dos marinheiros que faleceram no incêndio. Esta foi uma perda muito grande para o Brasil e para a ciência antártica.

Aproveitamos para esclarecer que não havia portugueses na base Ferraz. A alguns quilómetros, na base polaca Arctowski encontram-se o Adelino Canário e o Pedro Guerreiro, que nos enviaram a notícia do incêndio e que abaixo transcrevemos.


Gonçalo Vieira, Base Norte-Americana de Palmer



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Arctowski, King George Island, Antárctica, 25 de Fevereiro de 2012

Um fogo irrompeu na noite passada, cerca da meia-noite local (menos 3 horas que em Portugal), na unidade de geradores da base Antárctica brasileira Estação Comandante Ferraz, tendo-se progressivamente propagado à sala comunitária de refeitório e convívio e daí aos aposentos e a toda a instalação. Ao início da manhã a estação estava praticamente consumida, com excepção dos tanques de combustível e pequenos abrigos que se encontravam afastados do edifício principal.

Do incêndio resultaram 2 feridos com queimaduras, um em estado mais grave e com hipotermia, que foi evacuado de barco zodíaco para a estação polaca de Arctowski, no outro lado da baía de Admiralty, donde um helicóptero o levou para as instalações hospitalares da base chilena Eduardo Frei. Estavam na altura na base brasileira 65 pessoas, entre pessoal técnico e investigadores, que foram também evacuados de helicóptero para Frei e de barco para o navio polar brasileiro Almirante Maximiano, que se encontrava ancorado na baía em frente à base brasileira.

A base brasileira era uma das mais modernas da região estando aberta em permanência ao longo do ano. Foi instalada em 1986 tendo recebido a visita do Presidente Lula da Silva em 2008. Tinha capacidade para 106 pessoas, das quais 1/3 cientistas, e era formada por um conjunto de contentores metálicos ligados entre si por uma cobertura contínua. Estava equipada com sistema anti-incêndio, que não funcionou devido à perda de energia motivada pela falha de geradores, não havendo um sistema de fornecimento de energia alternativo. As condições de muito baixa humidade relativa em geral na Antárctica e, nesta zona, nos últimos dias com pressão atmosférica muito elevada, fazem com que o risco de incêndio seja elevado e a sua contenção difícil.

Uma equipa de pessoal da estação de Arctowski, onde me encontro, prestou auxílio logístico disponibilizando bebidas quentes através de uma cozinha portátil e no transporte de feridos. Participaram na evacuação helicópteros chilenos e brasileiro.

Este será provavelmente um inverno solitário para a equipa polaca de Arctowski, já que não deverão existir condições de habitabilidade em Ferraz.


Programa Antárctico Brasileiro- http://www.mar.mil.br/secirm/proantar.htm

Adelino Canário, Base Polaca Arctowski, ilha de Rei Jorge

 
 
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A vida numa base militar não é muito diferente de uma casa com uma família muito grande, onde todas as tarefas têm de ser bem organizadas e especialmente muito bem coordenadas entre militares e científicos. Isto tanto se aplica nas tarefas de manutenção da casa, onde sempre que seja necessário contribuímos com o nosso apoio e temos todo o gosto em poder ajudar. Como o contrário também se aplica! Sempre que precisamos de apoio nas nossas actividades, os militares mostram-se sempre disponíveis e tal como diz o chefe de base “estamos aqui para vos apoiar”. E assim foi!

Nos 2 locais CALM (Circumpolar Active Layer Monitoring) que temos entre mãos, Crater Lake e Irizar, tínhamos a tarefa medir a espessura da camada activa, levantamento topográfico com DGPS Trimble R4, e recolher amostras de solo para mais tarde ser analisado em laboratório. O sítio CALM é constituído por uma rede de 100x100m onde a cada 10m são efectuadas medições de espessura de camada activa e levantamento topográfico, num total de 121 pontos. As amostras de solo foram recolhidas no centro de cada quadrícula de 10x10m. Sem contar com o levantamento topográfico, o trabalho é um pouco árduo e moroso, especialmente nestes últimos dias que o frio se faz sentir um pouco mais e a camada de solo superficial encontra-se congelada. Foi aqui que o apoio dos militares foi bastante precioso, onde nos organizámos por grupos divididos pelas tarefas em cargo. A coordenação foi excelente e um trabalho que demoraríamos umas 4 horas a realizar conseguimos reduzir para metade. E dado que as condições exteriores são por norma algo agrestes, duas horas faz muita diferença. O mais difícil de tudo foi o transporte para a base dos cerca de 100 quilos de amostra recolhida. Mas nada que um bom espírito de equipa e entreajuda não consigam superar.

Miguel Cardoso, Ilha Deception



 
 
A perfuração está a avançar bastante bem. Hoje chegámos a 9 metros de profundidade e estamos bastante animados. O apoio que nos foi dado pelo Patrick e Michel Blètry, tanto na formação que com eles tivemos na Suiça em Junho, como agora por email, tem sido excelente. Por outro lado, as dicas que o António Barbosa da Soporfuso, a empresa que nos vendeu parte do equipamento, têm sido excelentes. Em particular, a dica de picarmos de vez em quando, com uma lima os dentes da coroa diamantada, tem tido um efeito monumental na capacidade de perfuração. Deixamos algumas fotos dedicadas ao Patrick, Michel e António no post de hoje. Infelizmente, da parte mais complicada da perfuração, o momento em que temos que sacar os 9 metros de tubo, ainda não temos fotos...temos estado todos ocupadíssimos e não tem havido mãos livres...é fundamental não deixar cair o core, nem os tubos no buraco, senão estamos fritos.

O tempo excelente mantem-se. As temperaturas estão próximas de 0ºC, mas não temos tido qualquer vento, situação que para nós, que estamos acostumados a trabalhar nas Shetlands do Sul, nos tem surpreendido muito. Trabalhar nestas condições tem sido fantástico! Amanhã de manhã, voltamos a sair pelas 8h30 e vamos ver como corre o dia.

Gonçalo Vieira, Base Palmer, ilha Anvers.
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Para o Patrick e Michel Blètry
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Detalhe da Marianita, a nossa fiel perfuradora.
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A dar-lhe com a lima na coroa! Um abraço ao António Barbosa!
 
 
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Aspecto do local da perfuração
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Registo das características dos cores de rocha.
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De volta à base no fim de um dia de trabalho
23 de Fevereiro de 2012


Depois de um inicio complicado, os nossos dias na perfuração têm sido melhores. De momento estamos a 7 metros de profundidade e estamos a furar cerca de 2 metros por dia em rocha muito dura. O tempo tem sido nosso amigo, com sol e pouco vento, que facilita muito o trabalho.

Os nossos dias estão a ficar uma rotina. Acordamos pelas 7h da manha e depois do pequeno almoço, viajamos de Zodiac até à ilha Amsler. A caminhada até ao local da perfuração demora cerca de 20 minutos, onde subimos sempre com as mochilas carregadas de roupa extra e os nosso almoços. Antes de iniciar a  perfuração temos que preparar o sistema de abastecimento de agua que arrefece o motor e a coroa diamantada, aquecer o gerador e colocar as ferramentas que auxiliam a enroscar/desenroscar os tubos. O Gonçalo e eu vamos alternando no manuseamento da perfuradora, e somos auxiliados por mais uma pessoa, principalmente na parte em que temos que retirar os tubos da sondagem, que confesso, estão a ficar cada vez mais pesados. O cansaço também vai acumulando, mas apenas iremos descansar quando a perfuração estiver terminada. No final do dia o Gonçalo regista e descreves os testemunhos de rocha que retiramos da perfuração, e distribuímos pelas nossas  mochilas, voltando ainda mais carregados para o Zodiac.

Esperamos manter este ritmo e que não ocorram mais problemas. Se assim acontecer e o tempo continuar a ajudar, possivelmente terminaremos na segunda ou terça-feira. Vamos torcer por isso.
 
Alexandre, Base Norte-Americana de Palmer .  
 
 
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En nuestros últimos días en la Base Decepción, y aprovechando que disponíamos del DGPS Trimble R4 del IGOT en nuestra base, comenzamos nosotros a dar apoyo a los militares argentinos, en forma de agradecimiento a la logística que ellos nos brindaron durante nuestra estadía. Nuestra función fue la de desarrollar un mapa topográfico desde la casa principal hasta Pto. Foster, para posteriormente marcar un perfil topográfico con la mejor pendiente para realizar un desagüe.

La tarea se llevó a cabo utilizando el DGPS con la función topo continuo. Una vez realizado el mapa se encontró el mejor perfil y posteriormente se clavaron 9 estacas, con una equidistancia de 30 m aproximadamente, que es donde posteriormente se ubicaran las cámaras. Todo este trabajo fue realizado en GIS y posteriormente entregado al jefe de base Argentino, para que sea entregado al regresar al continente a sus superiores.

Fue muy gratificante poder ayudar de alguna forma, más aún cuando se trata de una obra que será para reducir aún más el impacto ambiental generado por la base en esta isla.

 
 
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A tentar regressar com segurança do último passeio.
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Um adeus dos nossos amigos!
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Passeio no último dia, após ter tudo pronto para sair.
Fomos forçados a antecipar o nosso regresso, mudando mesmo o trajecto da viagem, porque por motivos logísticos incontornáveis o nosso barco de regresso não ia conseguir chegar a Ushuaia a tempo de apanharmos os nossos voos de regresso. Assim, fomos obrigados a fazer uma rápida passagem por Punta Arenas, Chile, de menos de 24 horas. Aí começamos a trocar voos e eu, não conseguindo trocar o meu voo, faço agora uma viagem de 12 horas de autocarro entre Punta Arenas e Ushuaia para conseguir regressar a casa. Este género de coisa acontece, mas dá umas dores de cabeça imensas, principalmente após quase 50 dias deslocado. Felizmente esta mudança não afectou nenhum do trabalho em mente, pois aproveitamos bastante bem o tempo e conseguimos adiantar tudo.

Saí de Portugal dia 28 de Dezembro de 2011. Ontem, dia 21 de Fevereiro, pisei pela última vez a Antárctida. A aventura de investigação em Livingston no projecto Permantar-2 e em King George no projecto Holoantar foi longa, exaustiva, stressante, fisicamente e psicologicamente desgastante, mas nem por isso me sinto feliz por abandonar esta parte do mundo, antes pelo contrário, o regresso tem um distinto travo amargo. A beleza natural é demasiada para gostarmos de sair daqui.

Investigar nesta parte do mundo implica abdicar de confortos, falar 4 línguas por dia se necessário e saber resolver com recursos muito limitados todos os problemas que se nos deparam. Desde sensores avariados, a tempestades de neve que nos bloqueiam o trabalho, tudo aconteceu (menos pernas partidas, ufaaa), mas tudo foi superado graças ao apoio dos países que nos receberam: Argentina (Base Jubany), Bulgária (Base St. Kliment Ohridski), Coreia do Sul (Base King Sejong), Espanha (Base Juan Carlos I), Uruguai (Base Artigas), sem o esforço e recursos gastos por eles o nosso trabalho em Livingston e King George seria impossível. Muito obrigado! Também tenho de agradecer o apoio dos restantes colegas portugueses, que não sendo nem do Permantar-2 nem do Holoantar ajudaram e deram apoio em campo (trabalhando ou apenas fazendo companhia a ver filmes após o jantar) e à distância, com o apoio logístico imprescindível da Ana Salomé.

O regresso custa porque fizemos literalmente dezenas de amigos, de imensos países, e porque o local mexe connosco. Afinal, poder voltar do trabalho e ver pinguins à porta de casa é um raro prazer. Só que para vir todos pagámos um preço alto para vir aqui, o Dermot deixou a criança com dois anos em casa, o Marc precisa de regressar por motivos familiares e eu não vejo a família, a minha companheira e os meus amigos e colegas há dois meses.  

Talvez haja mais oportunidades noutra altura de regressar à Antárctida, mas para já, queremos todos voltar e eu pessoalmente quero uma bica e um travesseiro de Sintra com urgência.

Este foi o meu último post, obrigado pela oportunidade.

João Agrela, em viagem entre Punta Arenas e Ushuaia. 


 
 
O projecto PERMANTAR-2 está inserido numa rede internacional que tem como objectivo a monitorização do permafrost e camada activa no continente antárctico. Uma das metodologias adoptada para a observação, mapeamento e monitorização do permafrost foi a implementação de uma rede de perfurações do solo com sensores de temperatura a diferentes profundidades previamente definidas. Na ilha Deception, temos duas áreas de trabalho a nosso cargo inseridos nesta rede de monitorização. No total são 3 perfurações, cada uma com 6 sensores Hobo, a profundidades de 5, 10, 15, 20, 40 e 80cm, que registam a temperatura ao longo do ano de hora a hora.

Através dos dados recolhidos é possível inferir a evolução ao longo do ano do estado térmico da camada activa, estabelecer relações com as condições meteorológicas e juntamente com outros sensores de temperatura saber se existe em determinada altura do ano cobertura de neve ou não. 

José Miguel Cardoso, Ilha Deception
 
 
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Perfuração no alto da ilha Amsler.
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Base Palmer e Navio LM Gould com as montanhas da Península Antártica e o Estreito de Gerlach em fundo. Vista desde o sítio da perfuração. Lindo!
21 de Fevereiro de 2012

2ª feira iniciámos os trabalhos para a perfuração na ilha Amsler. Vamos passar lá em cima os próximos dias, com o objectivo de instalar um nova sondagem para a rede mundial de monitorização do permafrost, a Global Terrestrial Network for Permafrost (GTN-P). Estamos a perfurar em rocha muito resistente, um andesito de grão fino, que nos está a dar cabo da cabeça e das costas. A tarefa está a demorar, pela dureza da rocha, mais ainda do que pensávamos. 

O 1º dia não correu muito bem. Tivemos problemas no alinhamento da perfuradora e depois de furar 1m, tivemos que a relocalizar. Furámos mais 1m e acabámos por ter problemas com o sistema de dupla camisa e perdemos em poucos minutos uma coroa diamantada. Ficámos um bocado desanimados e voltámos cansados para a base. Discutimos as várias soluções possíveis e consultámos o nosso amigo Patrick Blètry de Aarau na Suíça e que faz perfurações profissionalmente, tendo-nos feito as perfurações em 2008 em Livingston. Chegámos à conclusão que iriamos passar a usar apenas o corer exterior e que iriamos assim avançando até onde fosse possível.

Hoje, 3ª feira, os trabalhos correram bastante melhor. Não tivemos qualquer problema técnico, mas o furo continua a avançar muito lentamente. A rocha é muito dura e apenas conseguimos avançar cerca de 2m. Estamos agora a 2.8m de profundidade e de rastos com dores nas costas. Passamos o dia a furar, transportar baldes de água usada para arrefecer a máquina e a broca, organizar os carotes de rocha e a perfurar...está claro que além disso, ainda acartamos mais água, organizamos carotes de rocha e perfuramos... De qualquer modo, chegámos ao final do dia muito mais animados. A perfuração segue lenta, mas o dia correu bem. Contudo, cada novo dia pode trazer novos problemas, pois há medida que vamos perfurando mais, todo o processo se torna mais complicado. 

Gonçalo Vieira, Base Norte-Americana de Palmer  
 
 
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One task of our group, here in Deception Island, was to monitor the short-term variation of the active layer depth (ALD) on the slopes of Cerro La Cruz, a small mount just behind the Argentinean Base. Every fourth day during the whole campaign Miguel, Gabriel and myself measured manually the ALD of 6 sites, each consisting in a 9-points grid. The sites are different regarding the elevation and the orientation.

A detailed analysis of the collected data will provide an indication of the variability of the ALD during the Antarctic summer and its sensitivity to short-term meteorological conditions. Nevertheless we could already make some observations in the field: the maximum depths (up to 100cm) were found around mid-February at the lowest elevation on a north-facing slope. With an rise in altitude of around 100 m, we noticed a reduction of the ALD of around 40cm. We observed as well that the ALD is highly variable, as we could find some ALD difference of about 10cm between to neighbor stakes.

Antoine Marmy, Ilha Deception

 
 
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Convocatória na véspera no quadro do barco.
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Puxando os trenós vertente acima.
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Local da perfuração na ilha Amsler
19 de Fevereiro

Ontem ao entrar no barco de noite, observei o quadro branco e vejo a convocatoria de quase todo o pessoal da tripulação do barco para auxiliar o nosso grupo. Pensei logo... assim será muito mais fácil...mas mesmo assim será duro.

De manhã logo após o pequeno-almoço tivemos uma reunião para discutir a logística: dois Zodiac’s com várias centenas de kilogramas de material e 15 pessoas. O dia esteve do nosso lado com um sol fantástico e pouco vento. Na viagem de barco fomos ouvindo musica, que de acordo com o Chance (um dos membros da tripulação), é para tornar o trabalho mais divertido.  Ele tem razão!!! A viagem é curta até à ilha Amsler (nosso local de estudo), demorando cerca de 10-15 minutos. Ao chegar, descarregamos imediatamente os barcos, e carregamos o material todo até à base da vertente que tínhamos que subir. Utilizamos um sistema de cordas instalado pelo Stian (o nosso camp manager), que permitiu puxar o material em 3 trenós pela vertente que estava com neve. Posteriormente transportamos o material à mão até ao destino final, o local da perfuração, por um barranco cheio de blocos afiados que vão cortando as nossa botas.

Todos este trabalho demorou menos tempo que eu imaginei. Demoramos 4 horas com isto tudo. Confesso que a ajuda da tripulação do barco foi absolutamente fantástica, sendo eles incansaveis e sempre, sempre bem dispostos.

Thanks to the entire RPSC Marine from the LM Gould. You one of the best group’s I’ve had the pleasure and honor to work with.

No final do dia, instalamos a coluna de suporte da perfuradora e amanhã iremos começar o trabalho...

Alexandre