Investigador Principal: José Xavier, IMAR-UC
Período da campanha: Dezembro 2011 - Janeiro 2012
Local de realização: Península de Hurd e Ponta Hannah, ilha Livingston, Arquipélago das Shetlands do Sul, Antártida.
Estadia: Base Búlgara de St Kliment Ohridski
Período da campanha: Dezembro 2011 - Janeiro 2012
Local de realização: Península de Hurd e Ponta Hannah, ilha Livingston, Arquipélago das Shetlands do Sul, Antártida.
Estadia: Base Búlgara de St Kliment Ohridski
Os Pinguins (família Spheniscidae) são um importante componente do ecossistema marinho da Antárctida, constituindo cerca de 80% da biomassa das aves além de serem importantes consumidores dos recursos marinhos do Oceano Antárctico. Estimar o consumo dos pinguins por determinados tipos de presas é uma tarefa que requer um elevado número de parâmetros, apesar das estimativas apresentarem maior sensibilidade nas variações de apenas dois parâmetros: o tamanho da população e composição da dieta dos pinguins. Assim, obter informação sobre a ecologia alimentar desta espécie é vital para parametrizar modelos de consumo que sejam capazes de apoiar uma gestão ecologicamente sustentável das pescas através de acordos internacionais, como por exemplo com a CCAMLR (Commission for the Conservation of Antarctic Marine Living Resources) e com o SCAR (Scientific Committee for Antarctic Research).
Reunindo cientistas de Portugal, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos da América, este projecto internacional e interdisciplinar tem como objectivo avaliar a ecologia alimentar de 3 espécies de pinguins que se reproduzem no mesmo período de tempo em Hannah Point, Ilha Livingston (Península Antárctica).Livingston Island encontra-se na Peninsula Antártica, uma das partes mais sensíveis do planeta em relação às alterações climáticas e é importante perceber como os animais que lá vivem são capazes de se adaptarem a grandes oscilações da disponibilidade de alimento e do ambiente. Nós iremos avaliar como estas 3 espécies de pinguins competem inter-específicamente por alimento, caracterizando as suas dietas, habitat e nível trófico.
Os resultados deste estudo terão implicações diretas sobre a nossa compreensão de como os animais da Antártica são capazes de se adaptar às alterações climáticas, como competem por comida entre si, e identificar potenciais implicações na sobrevivência de espécies de pinguins na Antártica, e possivelmente outros organismos noutras partes do nosso planeta. Os resultados cientificos serão integrados em programas internacionais cientificos, incluindo SCAR-EBA, ICED, CEPH e PSPE-UK.
Ao nível educacional, o nosso grupo colabora com o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, a Association of Polar Early Career Scientists (APECS Portugal), SCAR-Capacity Building, Education and Training action group e com várias escolas do ensino básico, secundário e superior em Portugal (EB1 Febres, EB2,3 João Lúcio, EB2,3 Eugénio de Castro, EB 2,3 Cucujães), Brazil, Reino Unido, Estados Unidos, entre outros.
Reunindo cientistas de Portugal, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos da América, este projecto internacional e interdisciplinar tem como objectivo avaliar a ecologia alimentar de 3 espécies de pinguins que se reproduzem no mesmo período de tempo em Hannah Point, Ilha Livingston (Península Antárctica).Livingston Island encontra-se na Peninsula Antártica, uma das partes mais sensíveis do planeta em relação às alterações climáticas e é importante perceber como os animais que lá vivem são capazes de se adaptarem a grandes oscilações da disponibilidade de alimento e do ambiente. Nós iremos avaliar como estas 3 espécies de pinguins competem inter-específicamente por alimento, caracterizando as suas dietas, habitat e nível trófico.
Os resultados deste estudo terão implicações diretas sobre a nossa compreensão de como os animais da Antártica são capazes de se adaptar às alterações climáticas, como competem por comida entre si, e identificar potenciais implicações na sobrevivência de espécies de pinguins na Antártica, e possivelmente outros organismos noutras partes do nosso planeta. Os resultados cientificos serão integrados em programas internacionais cientificos, incluindo SCAR-EBA, ICED, CEPH e PSPE-UK.
Ao nível educacional, o nosso grupo colabora com o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, a Association of Polar Early Career Scientists (APECS Portugal), SCAR-Capacity Building, Education and Training action group e com várias escolas do ensino básico, secundário e superior em Portugal (EB1 Febres, EB2,3 João Lúcio, EB2,3 Eugénio de Castro, EB 2,3 Cucujães), Brazil, Reino Unido, Estados Unidos, entre outros.
